Ouro Preto do Norte

Lá no alto do açaizeiro
Vai o ribeirinho ligeiro
Sobe sem medo, sem pressa
Pra colher o que a floresta oferece
Fruta pequena, tão poderosa
Na mão do povo, vira coisa preciosa
Só dois milímetros pra saborear
Mas é vitamina pra te levantar
[Refrão]
É o ouro preto da Amazônia
Chega de canoa, cheira a história
Do tempo em que era do pobre, o sustento
Hoje vale caro no porto, no vento
Vai com peixe ou carne assada
Na cuia gelada, de madrugada
Come, deita e sonha enfim
Com os mistérios do açaí…
[Verso 2]
Nos cestos grandes vem empilhado
O barco cheio, o povo encantado
Cada litro vale mais que o ouro
Mas quem prova, sente um tesouro
Na feira o grito é “chegou, chegou!”
Todo mundo quer, todo mundo amou
E quem conhece não esquece jamais
Esse sabor que vem dos quintais
[Refrão final]
É o ouro preto da Amazônia
Chega na boca, vira poesia
Depois do almoço, é só descansar
Com os olhos fechados, dá pra voar
Açaí, delícia do chão
Bate no peito, aquece o coração
Quem prova sente — pode crer —
A floresta inteira dentro de você 🎵